Hoje tenho uma antiga lenda Sioux para vos contar
“Há muito, muito tempo, o Criador quis esconder algo dos seres humanos até que estivessem prontos para o ver. Reuniu-se com todas as outras criaturas para lhes pedir conselhos.
A águia disse: Dá-mo a mim e eu levá-lo ei para a montanha mais alta da terra.” Mas o Criador respondeu: ” Não, um dia eles conquistarão as montanhas e encontrá-lo-ão”
O Salmão disse:” Deixa-o comigo e eu escondê-lo-ei no fundo do mar.” Mas o Criador :”Não porque os humanos são exploradores por natureza e um dia chegarão lá também.”
O Búfalo disse: “Levo-o eu e enterro-o no coração das grandes planícies”. Mas o Criador respondeu: “Não porque um dia até a pele da terra será rasgada e encontrá-lo-ão”
As criaturas ficaram sem saber o que dizer, mas de súbito uma velha toupeira cega abriu a boca. “Porque não o colocas dentro deles- é o último sítio onde irão procurar”
O Criador respondeu: “Dito e Feito.” “
Quando olhamos para os olhos de um bebé facilmente percebemos o significado de paz, de conexão com o TODO, mas esses momentos são facilmente interrompidos quando as necessidades biológicas não estão suprimidas, quando chora por fome, quando tem a fralda suja ou tem cólicas. Aprendemos em tenra idade que a mãe alimenta e o pai protege, que o nosso bem estar está dependente dos outros. E quando somos repreendidos nas primeiras pinturas de parede, ou explorações na lama, ou os primeiros cortes de cabelo, nos nossos cérebros começam a estabelecer-se os primeiros conceitos que a felicidade está dependente dos que nos rodeiam, do exterior, do quão devemos ser “bonzinhos”, para sermos aceites e amados, aprendemos desde cedo que a nossa Paz depende de determinadas condições, de que Amor afinal é Condicionado…
E assim vão surgindo as primeiras máscaras, as personas – as personagens que vamos criando para agradar os pais, os tios, os professores, os colegas de escola, os amigos, mais tarde os colegas de trabalho, os companheiros, tudo para nos sentirmos seguros, aceites e amados. Uma e outra, vão surgindo até que a determinada altura esquecemo-nos de quem verdadeiramente somos, apenas que somos os que os outros querem que sejamos.
A jornada rumo à Essência é a demanda de uma Vida. Aos poucos temos de ir tirando camada a camada, máscara a máscara, assumirmos os nossos reais desejos e gostos, dizer sim quando queremos dizer sim e não quando quero dizer não. Sermos congruentes e sinceros com os outros e principalmente connosco!
Neste dia em que se celebra a Liberdade, a meu ver, não há liberdade maior do que podermos ser quem verdadeiramente Somos!
Em sessões de Coaching, no Programa Inspiração para uma Vida com Propósito e no Programa PS I Love Me, iniciamos a viagem rumo à essência, para saber mais contacte-me.
Para ler artigo anterior.
in Rumo à essência, Catarina Freitas!

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